Sábado, 13 de Maio de 2006

O elefante-bombeiro

 
"No circo que, há alguns anos, esteve instalado à beira do Rio Tejo, trabalhava um casal de elefantes, nascido na Rússia e, várias vezes, premiado, por constituir o melhor par de artistas da Europa.
Os dois elefantes eram, de facto, muito inteligentes e sabidos.
Dançavam, tocavam saxofone com a tromba, punham-se de pé assentes nas patas traseiras e marchavam à frente da família de elefantes e de outros animais amestrados: leões, ursos, cavalos, gazelas, camelos, girafas e cães.
Aconteceu que a mãe elefante estava de bebé e, ao vigésimo mês, (as elefantes estão à espera de bebé vinte e dois meses) pediu licença de parto, isto é que a dispensassem do serviço, coisa que deviam poder fazer todas as mães que têm um trabalho duro e precisam de descansar para que os filhos nasçam de boa saúde.
Foi substituída por outra elefanta também muito considerada.
Para surpresa da aldeia do circo, que não esperava tanta filharada (normalmente, uma elefante tem apenas um ou dois filhotes), dois meses mais tarde a elefante-mãe teve três bebés, todos fortes e lindos e, como se veria dentro de pouco tempo, muito espertos.
O dono do circo tranquilizou imediatamente a família-elefante.
Ficava com todos.
Se saíssem aos pais, como se esperava, os elefantes-bébé seriam bem comportados, estudiosos e trabalhadores e teriam o dom da arte, isto é, teriam jeito para fazer ginástica, para a dança, para a música e, também, para as brincadeiras de que tanto gostam os meninos que vão ao circo.
Quando atingiram a idade de cinco anos (o que equivale à idade de um rapaz ou de uma rapariga de vinte), chegou a altura de escolherem profissão.
O primeiro elefante-bébé , chamado Bambi, quis continuar no circo.
Já se tinha habituado, era estimado por todos e tinha-se afeiçoado aos meninos que o iam visitar. Pensava também que era necessário algum dos filhos ficar perto dos pais para os poder acompanhar quando fossem mais velhos.
O segundo elefante-bébé, a que deram o nome de Paqui, tinha outros projectos.
Cismou que lhe calharia melhor uma profissão fora do circo. Sentia-se especialmente atraído para uma ocupação em que pudesse contactar com muita gente, especialmente estrangeiros, em que não tivesse de fazer ensaios com outros animais (há-os com muito mau feitio) e em que não trabalhasse de noite. Os espectáculos do circo a altas horas, como acontece muitas vezes, cansavam-no e as luzes dos projectores feriam-lhe os olhos.
Ora, Paqui soube, pelos jornais, que o Jardim Zoológico de Lisboa precisava de um ajudante de tocador de sineta para apoiar o elefante que tem a seu cargo esta função.
Como sabem, no Jardim Zoológico de Lisboa, existe um elefante que toca uma sineta, desde que se lhe dê uma moeda de cinquenta cêntimos. Os meninos atiram a moeda ao elefante, ele apanha a moeda com a tromba e coloca-a dentro de uma caixa. Em seguida, toca a sineta, que é uma forma de dizer que recebeu o dinheiro ou, se quiserem, de entregar o recibo a quem pagou.
O dinheiro assim obtido chega para sustentar a família‑elefante e ainda alguns amigos, especialmente os chimpazés africanos que moram na casa ao lado e não têm vocação para este tipo de coisas. Preferem andar de balouço, jogar ao esconde-esconde e fazer piruetas, o que diverte crianças e adultos.
Paqui foi aceite, passou a trabalhar com o elefante tocador de sineta e, de tal modo se mostrou competente, que, dois meses depois, já partilhava o trabalho com o mais velho: um estava de serviço de manhã; o outro de tarde.
Restava o terceiro elefante-bebé, de seu nome Fiúza.
Com este, foi diferente.
Uma bela manhã, pediu para falar com os pais e comunicou-lhes que adorava a família e os amigos mas que tinha decidido correr mundo. Não sabia exactamente que profissão escolher mas, à medida que fosse conhecendo países, cidades, vilas e aldeias, iria formando a sua opinião sobre o que o tornaria mais feliz.
Garantiu, no entanto, que nunca se esqueceria da família e do circo e que, nas férias, os visitaria.
"Não fiquem com saudades que o longe se faz perto!" - acrescentou –, querendo dizer que quem verdadeiramente deseja uma coisa consegue-a, demais a mais, na actualidade, em que a rapidez dos transportes permite, em pouco tempo, viajar de um país ou de uma cidade distantes.
Os elefantes-pais gostaram de ver um filho com tanta personalidade, ou, por outras palavras, um filho que sabia tão bem o que queria fazer como adulto.
Prepararam-lhe uma mochila, com o necessário para os primeiros tempos e despediram-se, com uma lágrima no olho.
Fiúza pôs a mochila às costas e partiu à aventura.
Conseguiu sobreviver com facilidade porque tinha aprendido tudo o que os professores lhe tinham ensinado.
Viajou durante meses.
Trabalhou em circos de província, em pequenos jardins zoológicos que queriam imitar o de Lisboa ou, pura e simplesmente, fazendo habilidades na praça principal das cidades ou à porta das escolas.
Quando passou pelo Porto, estava-se em pleno verão e fazia muito calor.
Os incêndios eram permanentes.
De facto, não chovia há muito tempo e as árvores e o mato estavam ressequidos.
Mas os incêndios resultavam, sobretudo, da falta de cuidado das pessoas que não limpavam os montes, deitavam pontas de cigarro para o chão ou acendiam fogueiras para fazerem cozinhados ao ar livre, sabendo que é uma coisa perigosa e proibida no verão.
Ia Fiúza pela beira da estrada quando ouviu um barulho esquisito e, logo a seguir, passou, em grande velocidade, um carro dos bombeiros chamado, a toda a pressa, para apagar um incêndio.
Fiúza verificou que o carro dos bombeiros era uma espécie de cisterna e arrebitou as orelhas (vocês sabem que os elefantes têm umas orelhas enormes!), como a dizer:
"Olha que ideia me veio à cabeça!".
Confirmou, uns segundos depois, que a sirene do carro dos bombeiros era fanhosa e não se ouvia em boas condições. Ele mesmo só se tinha apercebido da aproximação do carro a curta distância.
Ao mesmo tempo que reflectia sobre estas coisas, Fiúza voltou a arrebitar as orelhas (que, agora, pareciam dois abanos) e disse para os seus botões:
"Eu fazia melhor!".
E, se bem o pensou, melhor o fez.
Passava numa terra em que havia uma tabuleta que dizia "Paço de Sousa" que era exactamente o nome que estava escrito, em grandes letras, no carro de bombeiros que tinha acabado de passar. Perguntou a um cão (por acaso, primo do "Puschy") que atravessava a estrada depois de olhar para o lado direito e para o lado esquerdo a ver se havia trânsito:
"Podes dizer-me onde moram os bombeiros, amigo cão?"
O cão explicou, explicou e terminou com dois hau, haus que significavam:
"Não há que enganar!...".
Chegado ao quartel, que é a casa onde se guardam os carros, as fardas e os materiais e onde os bombeiros se reúnem (alguns até dormem aí para poderem socorrer casos urgentes), Fiúza bateu à porta.
Quando lha abriram, anunciou, com uns modos delicados:
"Bom dia, Senhor bombeiro! Seria possível pôr-me em contacto com o Senhor Comandante?".
O comandante dos bombeiros apareceu imediatamente por detrás do bombeiro que tinha aberto a porta.
Era um homem alto, de grandes barbas brancas. Vestia uma farda azul, tinha várias medalhas penduradas ao peito e usava, na cabeça, um bonito capacete amarelo‑dourado.
"Um elefante por aqui?" – pareceu admirar-se.
"Desculpe incomodá-lo, Senhor Comandante. Precisava de lhe falar. É que acabei os meus estudos, trabalhei à experiência em vários sítios e sou agora um elefante à procura de emprego. Poderia atender-me?" – disse Fiúza.
O comandante dos bombeiros foi muito simpático. Ouviu-o, pediu-lhe pormenores sobre as ideias que tinha para o trabalho dos bombeiros e, depois de passar as mãos pelas barbas, respondeu, com voz calma e grossa:
"Sim senhor, pareces um elefante atilado e tens ideias muito interessantes…Estávamos mesmo necessitados de alguém, como tu, que tivesse projectos e nos ajudasse a socorrer tanta gente que, este ano, com os fogos, tem perdido casas, árvores e animais. Ficas contratado e passas a trabalhar já amanhã, pois, se não chover ou as pessoas não ganharem juízo, os incêndios vão continuar.
No quartel, aproveitaram o resto do dia para fazerem a farda para o novo bombeiro. Ocuparam‑se, neste trabalho, um alfaiate e três costureiras. Não se admirem se eu lhes disser que foram gastos trinta e três metros de tecido azul, trezentos e setenta botões e quatro carrinhos de linha.
Vestida a farda, Fiúza foi apresentado a todos os bombeiros, alinhados na parada. A parada é um campo, por detrás do quartel, onde os bombeiros marcham, fazem exercícios parecidos com os dos militares e treinam acções de protecção, salvamento e ataque a incêndios.
Quando o comandante chamou "Bombeiro Fiúza!", Fiúza respondeu "Pronto!", o que, em linguagem militar, é o mesmo que "Estou aqui para o que for necessário!") e levantou a pata direita da frente e a tromba, em sinal de continência.
Estava feita a apresentação.
No dia seguinte, à hora do almoço, os bombeiros tiveram que partir para um grande incêndio que lavrava… sabem onde?...Em Lagares.
O comandante dos bombeiros já tinha dado as suas ordens. Se houvesse um incêndio importante, sairia o carro dos bombeiros e o atrelado.
Explico já porque é que o comandante falou no atrelado.
É que Fiúza era, a partir desse dia, um elefante-bombeiro. Por motivos compreensíveis, resultantes da sua estatura, do seu peso e de lhe ter sido confiada uma tarefa muito especial, teria de viajar num atrelado.
Foi um sucesso nunca visto.
Adivinham porquê?
É que o elefante-bombeiro (tratavam-no agora por bombeiro Fiúza) ajudava a apagar os incêndios, tirando água do carro-cisterna, com a tromba, e lançando-a para cima do fogo.
Ainda mais difícil, (olhem que foi a primeira vez que, em todo o mundo, os bombeiros utilizaram tal ideia) o elefante-bombeiro roncava, antes das curvas e nos lugares povoados, (Yhóooooh!, Yhóooooh!…) produzindo um som mais poderoso que o da antiga sirene e, assim, avisando quem passava da aproximação do carro dos bombeiros.
Foi este som que Catarina e Bibi ouviram e que inicialmente as amedrontou".
"Mas a história não acaba aqui.
O elefante-bombeiro acabou por saber do medo de Catarina e Bibi.
Nas terras pequenas, sabe-se tudo…
Achou piada e riu-se a bom rir, dizendo:
"Lindas meninas, ah, ah, ah! Como puderam ter medo de mim que sou tão amigo de crianças?... Quando for a Lagares, ou mesmo a Lisboa, vou visitá-las e fazer-lhes uma festinha com a tromba"".
Yhóooooh!, Yhóooooh!...ah,ah,ah!...

 
 
Autor: Tio Zé
Ilustração e narração: Guri Guri
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publicado por Guri Guri às 12:25
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16 comentários:
De Guri Guri a 13 de Maio de 2006 às 12:42
Olá caganitos.

Gostam da minha voz?!
Às vezes engasgo-me, mas esforcei-me muito para ser capaz de vos contar esta história do Tio Zé.

É muito bonita e tem conselhos que todos devemos seguir.

Bjs

congelado

De Anónimo a 13 de Maio de 2006 às 16:49
Parabéns ao Tio Mário pelas ilustrações e pelos efeitos sonoros. No entanto, o som chega aqui ao Luxemburgo ccom vozes sobrepostas. Quem se porta muito bem é o elefante!
Tio Zé

congelado

De Tio Fernando a 13 de Maio de 2006 às 17:27
Parabéns Tio Zé.
Contaste uma longa história de que os miúdos devem gostar muito.
A tua imaginação não para!

Parabéns Guri Guri (Tio Mário).
Este Post é um espectáculo de técnica de edição de som e efeitos sonoros.
Não sei onde este Blog irá parar!...

Tio Fernando

congelado

De Antonio Martins a 13 de Maio de 2006 às 21:04
Saboreamos com muita atenção a tua história verdadeira Zeze. Estas sempre no nosso coração. Beijinhos e xi-corações das tuas netas que te adoram.

congelado

De Gabriela a 13 de Maio de 2006 às 21:06
É mesmo a tua voz tio Mário?

congelado | discussão

De Tio Mário a 13 de Maio de 2006 às 21:55
Gabinelita

Trata-se de uma voz completamente artificial que eu ajudei a por de pé com a ajuda do computador. Se reparares bem, falta-lhe um certo calor humano e, aqui e ali, engasga-se.

Há algumas dezenas de anos atrás isto era pura ficção científica.

Mas quanto mais conheço os meandros da técnica mais admiro o homem na sua capacidade mágica de ouvir, sentir, cheirar, olhar, saborear, falar e sobretudo sonhar.

Podemos fazer rir um computador. Fazê-lo sorrir, não.

Só é pena que as ditas ciências humanas andem tão arredias destes assuntos e se fechem num mundo hermético de palavras, na aparência voltadas para o homem, mas de facto desprovidas de qualquer espírito de descoberta e paixão por aquilo que realmente somos. O que nunca saberemos.


De Guri Guri a 14 de Maio de 2006 às 02:55
Queria chamar a atenção para a possibilidade de alterar o volume de som, fazer uma pausa, ou mesmo fazer parar a narração deste conto, utilzando os comandos do leitor de audio, inserido na coluna esquerda do blog.

congelado

De Didi a 14 de Maio de 2006 às 21:39
Tio Zé, adorei esta história!
Desconhecia este teu jeito para escrever para crianças.
É uma história completa a todos os níveis. Tem imaginação, lições de vida e muita sensibilidade.
Logo que tenha uma oportunidade irei contá-la ao meu grupo de crianças e pedir-lhes que a ilustrem. Depois digo-te como foi o resultado.
Bjs e muitos parabéns. Didi

congelado | discussão

De Anónimo a 14 de Maio de 2006 às 22:01
Boa, Didi!
Já tenho emprego para depois de reformado. Fazemos uma sociedade?
1 beijo
Tio Zé


De Didi a 14 de Maio de 2006 às 21:47
Guri Guri és o máximo com as novas tecnologias e ... muito mais!
És muito importante para todos nós! Bjs e um xi-coração muito apertado.

congelado

De Nuno a 15 de Maio de 2006 às 12:01
Bom, isto está espectacular com som e tudo. Parabens a todos!!! Tio Mário: para quando um canal de televisão da família??
Pena que o Nuninho ainda não se apreceba disto. Lá chegará!!!

Nuno

congelado | discussão

De Paula a 15 de Maio de 2006 às 22:02
Acabei de ler a história à Margarida. Aqui fica o comentário, ditado pela Margarida em directo:
- Eu gostei da história, foi muito bonita, tinha muitas imagens e também foi a minha história preferida ...e mereces um beijinho. Feliz dia Tio Zé!


De Tia Guida a 16 de Maio de 2006 às 18:35
Parabéns ZéZé

A tua imaginação é na realidade assombrosa! E a tua ternura para as netas um incentivo. Tens que s levar a Melres para verem os carros dos bombeiros , a sério, mas sem elefante! Não imaginas como dava jeito termos um naqueles dias em que o fogo provoca o pânico nas populações e dá cabo do grande pulmão verde.
Mas a tua neta, é mesmo um espanto! Ela consegue perceber quando o avô se serve da imaginação. Formidável!
Sabes o que estive a pensar! como é bom os nossos netos terem a grande graça de conhecer os quatro avós e de brincar com eles. Louvado seja Deus!

Parabéns querido Zé, e conta mais histórias...

PS: O João já é sócio dos Bombeiros de Melres. Isto também é notícia para o nosso blog.

congelado | discussão

De Anónimo a 16 de Maio de 2006 às 22:24
Obrigado, Guida!
O escrevinhar histórias é, por vezes, uma fuga. Contá-las às netas é outra coisa. Mas a vida é assim. Para o bem e para o mal, fiz-me emigrante, continuo a trabalhar no duro e, como dizia o Paizinho, a partir dos cinquenta anos, mesmo se a saúde nos vai assistindo, começamos a "sentir o corpo". "Sinto o corpo" e a disposição nem sempre é a mesma. Tinha outros projectos para esta fase da minha vida: bavardar com a família e os amigos, bebericar à vida e olhar a lua.
Talvez um dia!
Não tens escrito para a "Voz Portucalense" e o jornal está mais pobre.
Respondi hoje a um convite dos bombeiros de Melres para o jantar comemorativo dos 50 anos (dia 27). Bem gostava de estar aí mas tenho uma agenda sobrecarregada, agravada por uma deslocação à Finlândia.
Um beijo


De Anónimo a 16 de Maio de 2006 às 22:25
Corrigenda:
São 25 anos e não 50
Nem os bombeiros gostam de passar por velhos!...


De Tia Guida a 30 de Maio de 2006 às 23:39
Cá estou eu, como prometido. A viagem à Finlândia correu bem? A tua falta foi sentida na festa dos meus Bombeiros. Esteve tudo muito bem, com mesas marcadas, até parecia um casamento! Houve medalhas de ouro e discursos, os da praxe, embora um ou outro fosse carregado de sentimento. Aquela gente é mesmo fixe! Agora tenho lá os meus dois manos! Eu sou sócia honorária, mas não mereço, só lhe faço poemas para lhes dizer da minha admiração. Houve o lançamento de um livro, escrito pelo Dr. Joaquim Soares (já tem escrito outros ) para recordar o trabalho realizado ao longo deste tempo. Vão oferecer-te um exemplar. E antes que me esqueça, os cumprimentos do Juíz desembargador, Dr. Gama, que também é um amigo dos meus bombeiros. Estou convencida que se tu tivesses ido, eras capaz de levar o Elefante Bombeiro, não levavas? Lembrei-me imenso dessa história maravilhosa e convido-te a levar os netos a fazer uma visita ao quartel. Para já, só a Catarina e a Bibi achavam piada! mas o Nuno vai crescer e também vai gostar, pelo menos dos carros e... quem sabe...entretanto ...não encontremos também um elefante que queira ser bombeiro em Melres ... Beijos doces Guida


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